À uma BROMÉLIA errante

Outro dia eu estava vendo como eu iria plantar uma raiz de bromélia, tive que escolher a terra certa, a temperatura ideal, a quantidade de luz que o vaso deveria ficar exposto, pequenos detalhes, mas necessários. Hoje, depois de várias semanas descansando na terra, já começa a despontar uma pontinha de vida daquela raiz… E não é assim conosco, quando queremos alguém? É que temos a tendência humana de complicar tudo, escolher demais, insegurança no comprometimento; e quando estamos só queremos alguém, esse alguém aparece e achamos que poderíamos ter um outro alguém, talvez de um principado encantado, ou coisa assim.bromelia

Aí eu olho para meus horizontes e fico pensando: escolha, opção, tudo depende do que queremos, mas se eu apenas soubesse… Mas eu olho para os jardins da vida e penso num daqueles encontros românticos, eu penso entrega e cumplicidade, eu penso que tudo apenas depende exclusivamente de duas pessoas… E seria tão fácil se deixássemos nossos egos à parte por um momento apenas, e colocar nossos joelhos no chão, e pedir orientação divina, deixar que o Espírito Santo realmente guiasse todas as intenções, e que assim baseado no poder maior, começasse uma amizade forte, e que aos poucos através da entrega, aquela semente fosse se abrindo, germinando uma paixão incontrolável, e que pudéssemos dizer: EU TE AMO! Quero você ao meu lado!

Eu penso tudo isto quando olho para o horizonte de meus sonhos… Mas como poderia a prática das palavras concretizar a razão das definições corretas da filosofia humana, de forma sucinta e simples? Eu não tenho a resposta. Eu posso pensar o que eu quiser, posso ate sonhar um conto qualquer de fadas, mas assim, como na dança de tango onde não se pode dançar sozinho, assim também é na realidade de nossos dias quando se quer algo desta natureza.

Mesmo assim como eu adoraria que a simplicidade das palavras pudesse se concretizar de forma sutil tamanha, para que quando meus olhos encontrassem os seus, eles pudessem enfim descansar de sua procura indômita. E que quando as nossas mãos se encontrassem, que elas pudessem fazer uma ponte com a medida exata deste encontro; e assim, que estas palavras se reconheçam quando se encontrarem. Que esta rigidez se quebre e desabe sobre as flores que nascerão sobre esta ponte. Que haja sinos, sons, tons, fogos e estrelinhas no encontro de nossos lábios, mas que acima de tudo, que haja a tradução exata do que buscamos.

Pode ser sonho, pode ser muita pretensão de minha parte, mas somente a minha sinceridade diante de uma receptividade ainda maior é que poderão elucidar qualquer eventual dúvida, uma coisa no mínimo eu garanto, seremos grandes amigos!

Eddie de Abreu, 11-05-2006 – Macaé -RJ

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