Dias de POESIA

 A MESMA VELHA POÇAchuva_forte_011

Eu olhei para fora da janela,

tudo estava molhado,

pensei:

          “…logo tudo isto vai passar, a chuva não cai todos os dias…”;

ou,

então,

posso continuar caminhando sob as marquises…

De qualquer forma nada parece mudar,

                                                        não importa se é a estação ou não,

a chuva cairá de qualquer jeito.

Os dias
inquestionavelmente me envolvem a cada momento,

que alguém poderia dizer,

como passado,

ou até mesmo como presente,

ou ainda,

futuro mesmo,

“…amanhã será um outro dia…”,

pr’a então se tornar uma vez mais o próprio passado,

                                                               do agora tão meretriz presente.

Assim como o solo reclama todos os pingos de vida,

a barrenta molhada fotografia refletia-se como uma mensagem

de uma oportunidade cultivada.

Estou eu recaindo?

Eu não conseguia decifrar aquela imagem de momento retorcido,

aqui eu cheguei,

aqui eu fico.

Deveria ser assim,

mas sempre sigo todas as direções do destino,

mesmo que ele vá na direção oposta.

Eu somente pararei quando não mais poder aprender,

minhas pernas sempre escortarão minha sabedoria em direção ao conhecimento.

Apazigue comigo toda a sua determinação…

    e nunca será suficiente;

nunca chuva o bastante,

                                     ou mesmo inverno,

suficientes mensagens impregnadas com amor e esperança,

mistério e determinação.

Em nossas vidas,

                                  nós,

os que trabalhamos a terra,

não importando se com as mãos ou os pés,

teremos sempre oportunidades,

porque passo a passo,

nós obtemos mais espaço,

no nosso livro de experiências…

 RainingOverWater320x244


RAINING DAY, AGAIN

 
I looked out the window,
everything was     wet.
Well,
I hope it will stop,
or,
if it doesn’t,
I’ll walk beneath the droplets anyway;
nothing else seems to change,
it doesn’t matter if it is the season or not,
the rain will always fall.
The days unquestionably embrace every moment that the one could say:
– In the past.
– In the present, or
– In the future itself,
                                to become once again,
the past,
in our meretricious present.
As the soil reclaimed every drop of life,
the mucky wet picture reflected a message back to me,
of a cultivated opportunity.
Am I devolving?
I could not decipher that sordid image of twisted moments;
here I come,
  here I stay,
appease with me all your determination.
I only will stop when I can’t learn no more,
my legs will always escort my gray matter in the skull,
towards the knowledge.
  …And it will never be enough,
                                         never enough rain,
enough winter,
enough messages impregnated with love and hope,
mystery and determination.
In our lives,
 we,
those that work the soil,
   either with  the hands,
or,
     with our feet,
will always have opportunities,
because step by step we obtain more space,
in our book of experiences…


Eddie de Abreu, San Francisco, 05/30/1997

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